Ciclo de Mudança

. quarta-feira, 7 de abril de 2010
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Foi hoje publicado no Diário da República o Despacho 6075/2010, de 26 de Março, que nomeia o Sr. Vereador Vítor Pereira para o cargo de Subdelegado Regional do Centro do IEFP.
Em boa verdade tal nomeação não apanhou ninguém de surpresa.
No seguimento da política seguida por este Governo de premiar os candidatos derrotados do PS às autarquias locais e os excluídos das listas de deputados, especulou-se qual seria o lugar que caberia ao candidato, duplamente vencido nas urnas (em 2005 e 2009), à Câmara da Covilhã.
Apontado, por uns, como possível coordenador da ACT na Covilhã; falado, por outros, como eventual reforço de primavera na Administração de uma qualquer unidade hospitalar distrital; alvitrado, por mais uns quantos, como eventual novo especialista do emprego e formação profissional local ou regional… eis que agora se conhece o novo desígnio profissional deste causídico que se confirma estar, para já (?), arredado das lides do Direito.
Percebe-se agora o verdadeiro significado do tão propalado “Ciclo de Mudança”.
De facto, o outrora auto-proclamado humilde servidor da República, vai agora iniciar um novo ciclo. Um ciclo de mudança pessoal. Espero, muito sinceramente, que tal ciclo seja profícuo na promoção do emprego na região e, muito especialmente, no concelho em que desempenha as funções de Vereador desde 2005.
O Dr. Vítor Pereira tem agora a oportunidade de demonstrar, no desempenho de funções e pela prática, que é capaz de gerar o Ciclo de Mudança do emprego regional.
Bem sei que a fundamentação do despacho não encontra uma verdadeira justificação na Nota Curricular anexa ao mesmo, mas espero que tal facto não seja impeditivo de um bom desempenho nas novas funções.
Estaremos todos muito atentos para aferir se as críticas, tantas vezes feitas pelo senhor Vereador, à maioria da Câmara quanto à promoção do emprego tinham fundamento… e se, no âmbito regional e local, fará melhor… a ver vamos.

O déjà vu…

. terça-feira, 16 de março de 2010
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O principal partido da oposição na Covilhã tem vindo a demonstrar, na Assembleia Municipal, uma actividade que – não fosse a dissonância – se poderia considerar de realce.

A realidade é, no entanto, outra bem diferente.

Vários são os “porta-voz” que, à vez, vão marcando posição, atitude em tudo semelhante aos comportamentos próprios da demarcação territorial tão utilizados, por outras espécies, na sua luta pela sobrevivência.

Poder-se-á dizer que é normal o PS estar já, a esta distância, a pensar no seu candidato à Câmara…estou, aliás, convencido que o comportamento da bancada daquele partido é disso o reflexo evidente. E acrescento: nada mais natural!

O que não é natural, normal e muito menos salutar para a Covilhã, é o posicionamento de um dos putativos candidatos a candidato. Sim, porque Presidente da Câmara só após o escrutínio popular.

O homem que, sistematicamente, fala na primeira pessoa do plural – mas que articula com dificuldade verbos de conjugação, que já deu provas das suas inabilidades enquanto candidato, vereador e político, que mistura – em anúncios de jornal – a sua actividade profissional com a sua condição de militante partidário, é o mesmo que agora quer pôr-se em bicos de pé para que ele próprio se veja onde, a Covilhã, jamais o quererá ver. E atrevo-me a especular se o partido do próprio não terá idênticas reservas…

Só assim se compreende que tal personagem se entretenha a discorrer sobre fait-divers utilizando-os, não no combate político mas no combate pessoal.

Questiono-me sobre o porquê de tal facto, e do visado, e… retiro as minhas conclusões!

Questiono-me sobre o facto daquela auto-proclamada eminência não ter percebido, em Dezembro de 2009, o estado em que se encontrava já e então a economia nacional e… concluo que muito mau seria se tão distraída figura, algum dia, tivesse a responsabilidade de dirigir os destinos municipais.

Quanto ao resto que lhe diz respeito: déjà vu!

Por muito menos e… o “exemplo” de Agátocles…

. domingo, 14 de fevereiro de 2010
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É hoje voz corrente, na generalidade da Comunicação Social, em artigos de opinião, na blogosfera, nas redes sociais e até no seio dos militantes do partido do governo (ainda que “à boca pequena”), que por muito menos o Presidente Sampaio dissolveu o parlamento, originando a queda do governo de Santana Lopes.

Poder-se-á questionar o significado desse “por muito menos”.

A verdade é que, desde 2005, muitos foram os “casos” que envolveram o PM, o governo (ou alguns dos seus membros) ou ambos… mais recentemente começaram a tornar-se, também, evidentes casos que envolvem figuras de segunda linha que, directa ou indirectamente, nos conduzem a São Bento.

E, se à época, a decisão presidencial se escudou numa aparente instabilidade governativa, nas demissões de alguns altos cargos e na “falta de legitimidade” do PM, por não ter sido eleito, a verdade é que a cadência de “casos” que José Sócrates, directa ou indirectamente, tem protagonizado supera largamente a bitola usada por Jorge Sampaio. Será importante ver, nos próximos meses, qual

É certo que Sócrates conseguiu, para o PS, o que nunca havia sido alcançado – uma maioria absoluta… é quase certo que será igualmente o primeiro líder político a experimentar o processo inverso da Alquimia: o “menino de ouro” vai, seguramente, transmutar-se num metal de pouca valia; para o PS e, principalmente, para o país.

Quem já leu a obra mais conhecida de Maquiavel, o Príncipe, seguramente que se deparou com a referência que o autor faz ao tirano de Siracusa – Agátocles.

Dele ficamos a conhecer, pela leitura do capítulo VIII do livro, a sua origem, a sua progressão no exército, a forma como conquistou o poder e o manteve. Poder-se-á questionar se Maquiavel o refere, na obra, como um exemplo positivo ou negativo de um Príncipe. Independentemente desta questão interpretativa, não resisto a citar o autor quando afirma que: “(…) não se pode dizer que seja virtude mandar matar os seus concidadãos, trair os seus amigos, não ter palavra, nem compaixão, nem crença; assim, pode conquistar-se o poder, mas não a glória.”

Salvaguardando, sempre, as devidas distâncias questiono-me: haveria diferença se Sócrates se chamasse Agátocles?

Poema - recebido por email

. domingo, 24 de janeiro de 2010
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Requerimento a Fernanda Câncio (namorada do nosso PM!),

por Euleriano Ponati, poeta não titular

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado

do ar teatral

a que ele equivale

em todo o horário

de cada canal,

no noticiário,

no telejornal,

ligando-se ao povo,

do qual ele se afasta,

gastando de novo

a fala já gasta

e a pôr agastado

quem muito se agasta

por ser enganado.

Ó Fernanda, dado

que é tempo de basta,

que já estou cansado

do excesso de carga,

do excesso de banda,

da banda que é larga,

da gente que é branda,

da frase que é ópio,

do estilo que é próprio

para a propaganda,

da falta de estudo,

do tudo que é zero,

dos logros a esmo

e do exagero

que o nega a si mesmo,

do acto que é baço,

do sério que é escasso,

mantendo a mentira,

mantendo a vaidade,

negando a verdade,

que sempre enjoou,

nas pedras que atira,

mas sem que refira

o caos que criou.

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado,

que falta paciência,

por ter suportado

em exagerado

o que é aparência.

Ó Fernanda, dado

que já estou cansado,

ao fim e ao cabo,

das farsas que ele faz,

a querer que o diabo

me leve o que ele traz,

ele que é um amigo

de Sao Satanás,

entenda o que eu digo:

Eu já estou cansado!

Sem aviso prévio,

ó Fernanda, prive-o

de ser contestado!

Retire-o do Estado!

Torne-o bem privado!

Ó Fernanda, leve-o!

Traga-nos alívio!

Tenha-o só num pátio

para o seu convívio!

Ó Fernanda, trate-o!

Ó Fernanda, amanse-o!

Ó Fernanda, ate-o!

Ó Fernanda, canse-o!

Euleriano Ponati

(poeta não titular)

Nota: não sendo este o objectivo deste Bloco de Notas, de facto não consegui resistir a colocar on-line esta pérola da poesia que me chegou por e-mail.

A cicuta Alegre

. domingo, 17 de janeiro de 2010
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Há muito tempo que se percebe a curva descendente do governo e, consequentemente ou vice-versa, a da cúpula dirigente do Partido que o compõe. Os resultados eleitorais das Europeias e a perda da maioria absoluta nas legislativas são sinais claríssimos e irrefutáveis deste facto.

Podem mesmo encontrar-se, fazendo um mero exercício analítico e comparativo, as similitudes que, eventualmente de forma abusiva, designarei de “socráticas”. Bastará, para tal, comparar o actual posicionamento de Sócrates com boa parte da vida do filósofo ateniense com o mesmo nome, nomeadamente a fase final da mesma.

Tal como o filósofo grego, também Sócrates não deixará – no final dos seus governos – nenhuma obra digna desse nome que se lhe assaque pessoal e directamente. A sua verdadeira história será escrita, posteriormente, pelos seus sucessores que, espero, não almejem o epíteto de “discípulos”.

Estou mesmo em crer que, quer os seus apoiantes partidários, quer os que lhe são críticos no seio daquela estrutura, estão já a preparar a sua sucessão.

O primeiro verdadeiro sinal do epílogo que se aproxima é a preparação e apresentação da cicuta que a candidatura presidencial de Alegre representa.

Veremos se Sócrates, tal como o filósofo grego, se vai resignar a “beber o veneno”.

A única diferença entre as duas personagens é que na Grécia antiga Sócrates fê-lo por opção, demonstrando grande elevação, pois podia ter escapado a tal condenação. Pelo contrário, e hoje em dia, Sócrates não tem – a partir deste momento – qualquer escapatória.

Será da Gripe D?

. sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
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Não resisto a ir passando em revista os blogues cujos endereços, há muito, mantenho e actualizo nos “favoritos” do browser do computador.

Tais observação, na maior parte dos casos, e leitura do conteúdo, de alguns endereços noutras poucas situações têm vindo a ser prejudicadas pela cada vez menor disponibilidade de tempo… Sendo bem certo que “há males que vêm por bem” aplico, sem dificuldade, este dito a este caso.

É por isso que muitos destes blogues continuarão a ter a minha atenção, e outros tantos deixarão pura e simplesmente de merecer sequer um mero clique de rato.

Para além do tempo limitado, optarei pelo critério da clareza e transparência de interlocução na escolha dos conteúdos que continuarei a ver e/ou ler… quero com isto dizer que deixarei – pura e simplesmente - de consultar os que se servem do anonimato para servirem interesses, pessoais ou corporativos, desferir ataques pessoais sem rosto e, nalguns casos, para tentar passar uma imagem de algum pseudo-intelectualismo bacoco que, na maior parte das vezes, roça o ridículo.

Outros há, que continuarei a seguir com particular atenção. Destes alguns há que, apesar de ser encontrarem em planos opinativos diametralmente opostos, contêm textos que, directa ou indirectamente, continuarei a observar. Sobre alguns deles tecerei comentários, opinarei, contestarei ou sublinharei. Fá-lo-ei sempre neste espaço e com a assinatura a anteceder qualquer referência que lhes faça. Neles aprendo, vejo opiniões e críticas construtivas e, porque não dizê-lo colho informações que, de outra forma, dificilmente poderia obter.

É também por isso que não resisto a dizer que, ao contrário de outros, este não é um bloco de notas que tenha surgido como quebra do silêncio, como resposta a um anseio comunicativo ou como um espaço de resposta a eventual descontentamento com os media existentes…

E, já agora, que fique bem claro que este também não é um espaço que se encontre em estado febril.

Aliás, e quanto à febre que alguns defendem existir por aí, pergunto: será da Gripe D?

A bonomia da maioria face à candura da oposição

. terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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Depois de horas e horas de deserto literário, em que as páginas brancas deste bloco de notas se mesclaram com horas em branco passadas em contacto com o branco dos cristais de gelo que por aqui se precipitaram, eis que surge a vontade de preencher mais uma página deste espaço.
Tenho para mim que, não raras vezes, a vontade provém da necessidade de fazer algo, de construir, de ser parte da solução e não do problema... Essa vontade realizadora, como a designo, não se compadece com estados de alma que contrariem essas firmes intenções e, muito menos, com uma pobreza de espírito que vise inviabilizar os ímpetos que lhe estão no âmago.
Daí que, sempre e quando, a vontade realizadora se manifesta deve ser, em primeira análise e sob o meu ponto de vista, encarada como uma virtude que muitos perseguem mas que, cada vez mais, muitos menos almejam e, ainda menos, alcançam.
Depois de ter lido, há pouco, os últimos escritos da "gazeta", de alguns destacados membros da oposição local, cada vez mais me convenço que, de facto, a vontade realizadora não faz parte das suas necessidades construtivas. Aliás, questiono-me mesmo sobre se lavram por ali, neste âmbito, algumas necessidades, quanto mais aferir se aquelas serão, ou não, de índole construtiva.
Quando apenas se fazem reflexões sobre a bonomia da maioria para com a oposição, sem sequer esclarecer se se pretende com o termo designar a 'bondade' ou a 'pachorra' de uma para com a outra; sobre as eventuais evoluções de perfil do líder dessa maioria; quando se tenta reduzir a constituição de um grupo de trabalho a uma mera lógica de equilíbrio partidário, algo de muito errado está a acontecer com tal oposição.
Não admira que perante tal candura (simplicidade) tenha, a maioria, de ter uma acrescida bonomia (pachorra) para com a oposição.

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